Portugal elegeu um governo socialista. Mais que isso, um governo com maioria no parlamento, ou seja, que não precisa de negociações ou coalisões para implementar as medidas que achar necessárias.

Como sempre acontece quando um governo socialista é eleito, já começaram na internet as conversas sobre como Portugal vai falir, como o Socialismo vai quebrar o país e todo o pacote de estupidez e fanatismo político da extrema-direita. Tudo isso, é claro, produzido pelo “Carluxo” e financiado com aquele dinheirinho do cartão corporativo.

As pessoas, não entendem o que é Socialismo ou Comunismo. Tudo que elas sabem é o que dizem os meios de comunicação, que sempre refletem as opiniões das elites que o Socialismo e o Comunismo combatem. Se perguntassem ao seu inimigo sobre você, como você acha que seriam as informações dadas por ele?

Depois da II Guerra Mundial, por décadas, os Estados Unidos da América fizeram uma intensa propaganda anticomunista. Eles, os estadunidenses, eram os “guardiões do mundo livre”, enquanto a União Soviética vivia atrás da “cortina de ferro”.

Durante as décadas da Guerra Fria, ninguém parece ter parado para pensar sobre a real liberdade que se tem no “mundo livre” ou no porquê daquela “cortina de ferro” estar lá.

Como era a vida de um cidadão do “mundo livre”?

De um lado acossado pela propaganda e pelo consumismo, sabendo que comprar, comprar, comprar era a única maneira de manter seu status perante a sociedade. Sua casa, através da hipoteca, era (por trinta anos ou mais) propriedade de um banco, que não hesitaria em colocá-lo, junto com sua família, no meio da rua se ele não pagasse em dia. Seu emprego dependia de um patrão que sabia que tinha de pagar a ele o mínimo possível para poder lucrar mais com a riqueza que ele gerava. Nas ruas ele enfrentava o caos e a violência de um mundo competitivo. Seus filhos estavam expostos aos traficantes de drogas, capitalistas extremos que destroem vidas diretamente em nome do lucro, enquanto os demais capitalistas fazem isso apenas indiretamente. A imensa economia dos Estados Unidos sempre sujeita às crises do Capitalismo, cada vez mais constantes: 1929, 1973, 1984, 2000, 2008, 2020… Com a desculpa da meritocracia os cidadãos do “mundo livre” descartavam seus semelhantes que não obtinham sucesso, focando a atenção apenas nos que ganhavam muito dinheiro. A essência da humanidade sendo perdida dia após dia em nome do faturamento bruto. Bruto e algumas vezes brutal.

Enquanto isso Stalin mentia para si mesmo e para o mundo ao dizer que a revolução havia acabado e que a União Soviética vivia o pleno Comunismo. Uma mentira que não se sustentava diante da realidade, como ficou evidente em dezembro de 1991, quando tudo desintegrou-se.

No meio de todo esse cenário, uma pequena ilha do Caribe fez sua revolução entre 1953 e 1959. Comandados por um homem chamado Fidel Alejandro Castro Ruz, os cubanos expulsaram um tirano chamado Fulgêncio Batista, que por décadas havia contribuído para tornar seu país o puteiro dos Estados Unidos, um quintal para a lavagem de dinheiro da Máfia estadunidense.

Fidel era um homem ímpar. Um verdadeiro apaixonado pelo povo cubano. Sempre foi um sujeito grandalhão, bonito e inteligente. Poderia ter seguido sua carreira como advogado, obtido sucesso, dinheiro e mulheres (e ele era maluco por mulheres…), mas preferiu trocar tudo isso por um tempo no cárcere, depois uma vida desconfortável nos acampamentos da Sierra Maestra. Até tomar o poder, no começo de 1959.

Estou falando de Fidel Castro porque é impossível falar em Cuba sem falar nele. Por décadas, até sua morte, Fidel conduziu os destinos daquela pequena ilha situada a poucas milhas da costa do principal inimigo, um gigante econômico e militar. Mesmo com um covarde embargo e enfrentando ações terroristas patrocinadas pela CIA, Fidel manteve Cuba no caminho do Socialismo.

Durante décadas os detratores de Cuba disseram que a ilha só sobrevivia por causa da ajuda da União Soviética. Eu ainda me lembro do alvoroço em 1991, quando a União Soviética deixou de existir. Os falsos profetas do liberalismo econômico, os “gênios” do Capitalismo, disseram todos em alto e bom som que Cuba não duraria mais um ano.

Trinta e um anos se passaram de lá para cá.

Um navio que atraque em um porto cubano não pode atracar por anos em um porto dos Estados Unidos. Uma empresa que negocie com Cuba não pode negociar com empresas dos Estados Unidos. Até não muito tempo atrás, se meu passaporte tivesse um visto de turista para Havana, eu possivelmente seria considerado persona non grata nos Estados Unidos. E os Estados Unidos têm a maior economia do mundo, pelo menos por enquanto.

Que capitão de navio não prefere comerciar com os Estados Unidos, onde há muito mais gente e dinheiro? Que empresa não prefere operar nos Estados Unidos do que na pequena ilha caribenha?

Ainda assim Cuba está de pé!

Faltam produtos, sim. Os carros são antigos, sim. Os prédios são velhos, sim. Mas todas as crianças cubanas estão na escola, de graça. Todos os cubanos têm igual acesso aos hospitais, de graça. As jovens cubanas agora têm escolhas profissionais, quando eram condenadas à prostituição antes da Revolução Cubana.

Por que o Capitalismo teme tanto Cuba? Por que a maior economia do mundo se preocupa em prejudicar uma das menores?

É que eles sabem o que eu também sei!

Se deixarem uma economia socialista em paz, logo o povo daquele país terá fartura, o país terá progresso, as pessoas terão educação e saúde.

É por isso que os Estados Unidos trabalham tão arduamente para destruir qualquer país socialista. Veja o que fizeram com a Venezuela! Um país rico de petróleo, que se alinha com uma política socialista, é logo atacado, inicialmente por meio da mídia, depois militarmente, pelos Estados Unidos! Se não o fazem diretamente, fazem isso através de seus títeres, como o Brasil. Não foi isso que Trump tentou convencer Bolsonaro a fazer em 2019? Se não fosse a covardia dos nossos militares, que só sabem atacar nosso próprio povo para obter privilégios, como picanha, cerveja, bonequinhos do Falcon e pensão vitalícia para as filhas, estaríamos em guerra com a Venezuela. Nossos jovens estariam morrendo para que os estadunidenses destruíssem um país que ousou afastar-se do Capitalismo.

Ao contrário do que dizem os celerados que acreditam nas fake news do WhatsApp, a economia socialista funciona. Funciona tão bem que Cuba está lá, sozinha, sem aliados, sendo atacada e embargada… mas está lá, ainda socialista, depois de seis décadas!

É por isso que eu parabenizo nossos irmãos proletários de Portugal pela vitória do Partido Socialista. E deixo aqui, como homenagem a eles, uma musiquinha que me foi enviada tempos atrás por um camarada do Partido Comunista de Portugal.

Proletários de todo mundo, uni-vos!

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